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Prestação de contas financeira da ONG: do extrato do banco ao DRE, sem madrugada de planilha

Amparo 360 · 25/09/2026 · leitura de 7 minutos

Toda ONG tem um "financeiro": uma pessoa que, no fim do mês, abre o extrato do banco e tenta lembrar o que era cada linha. "PETZ COMERCIO 487,90" era ração ou remédio? "PIX ANA P." era doação ou reembolso? Este guia mostra o que a prestação de contas financeira precisa ter, e como sair do extrato para um DRE sem digitar lançamento por lançamento.

O que o financiador e o contador esperam

Três coisas, em geral:

Por que a planilha não dá conta

Não é a planilha em si. É o processo: alguém digita cada linha do extrato, escolhe uma categoria de memória, e no mês seguinte outra pessoa digita de outro jeito. Em seis meses, "ração" está em três categorias diferentes, um PIX foi lançado duas vezes e o total não fecha com o banco. A madrugada de planilha é a hora de descobrir isso, na véspera da prestação de contas.

A regra de ouro: importar, nunca digitar. Todo banco exporta o extrato (OFX, e às vezes PDF ou planilha). Se o lançamento entra do arquivo do banco, ele não pode ter sido digitado errado, nem esquecido, nem duplicado. A única decisão humana que sobra é a categoria.

Do extrato ao DRE, em quatro passos

  1. Importar o extrato do mês inteiro, de cada conta: banco, Mercado Pago, caixa físico. Conferir o saldo inicial e final antes de qualquer classificação.
  2. Classificar cada lançamento em uma categoria, e marcar a fonte de recurso quando for dinheiro de convênio ou de projeto específico. Regra: mesmo fornecedor, mesma categoria, sempre. Se "PETZ COMERCIO" foi ração em julho, é ração em agosto.
  3. Separar fixo de variável. Aluguel, salário e internet são fixos: existem com ou sem atendimento. Ração, medicamento e transporte crescem com o volume. Essa separação é o que permite a conta que todo doador quer ver: quanto custa cada castração, cada animal abrigado, cada atendimento.
  4. Fechar o DRE do período: receitas por origem (doações, convênio, eventos), despesas por categoria, resultado. Anexar o extrato e os comprovantes das maiores.

O que separa um DRE que convence de uma lista de gastos

E a inteligência artificial nisso?

Ela ajuda exatamente na parte chata: sugerir a categoria de cada lançamento olhando a descrição e o histórico ("mesmo fornecedor em 6 lançamentos, todos em Ração"). O que ela não deve fazer é decidir sozinha. A sugestão só vira lançamento depois que uma pessoa confirma, e o relatório do contador sai do que você decidiu, não do que a máquina chutou. E ela não precisa ver dado pessoal nenhum: descrição de lançamento basta.

No Amparo 360, o extrato entra e o DRE sai

Importa OFX de qualquer banco, PDF da Cora e planilha do Mercado Pago. A conferência de saldo é obrigatória: não fechou ao centavo, o arquivo é recusado. A IA sugere a categoria com o motivo escrito ao lado, você confirma, e o DRE separa fixo de variável e carimba a fonte de recurso. R$ 197/mês, para ONG de animais e para OSC social.

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